quarta-feira, 24 de junho de 2009

Será mesmo que você é substituível?




Na sala de reunião de uma grande empresa o diretor nervoso
fala com sua equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos
de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em
meio ao silêncio.


Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.

Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o
atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim. E o Beethoven?

- Como? - O encara o gestor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu o Beethoven?

Silêncio.

Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso...

Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo
continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização
e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi?
Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Albert Einstein? Picasso? Zico?

Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar.

E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.


Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe.

Focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia
em reparar 'seus gaps'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis obsessivo...

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de
arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro.

Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente / coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas, de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria, Garrincha por
ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande.

E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Quando o Zacarias dos Trapalhões faleceu, ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:



"Estamos todos muitos tristes com a partida de nosso
irmão Zacarias... E hoje, para substituí-lo, chamamos:...................

Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... Com toda certeza ninguém te substituirá.

2 comentários:

  1. Grande Deco!

    Sem dúvida descobrir o verdadeiro talento que temos é o primeiro desafio de cada um como individuo, e quando em posição de gestores no mundo corporativo vale a reflexão do que, como e quando valorizar nas pessoas os que elas tem de melhor.
    No ambiente profissional é difícil enchergarmos o que nosso gestor realmente quer quando nos é cobrado algo a desenvolver, muitas vezes pensamos:
    Será que ele quer que eu simplesmente seja mais produtivo (e consequentemente gere + lucro)? ou quer realmente que eu me desenvolva como pessoa, que eu pense (e consequentemente opte por escolher a atividade que realmente me agregue valor, o valor que almejo, não em cifras mas em realização pessoal)?

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  2. Ótimo texto gente...realmente nós como profissionais atualmente somos vistos como mera "commodities", é triste saber que não temos o devido valor nas organizações.

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