segunda-feira, 1 de março de 2010

A Força na Dor - Esperança de Vida Nova


"Penso que os sofrimentos do momento presente não se comparam com a glória futura que deverá ser revelada em nós. A própria criação espera com impaciência a manifestação dos filhos de Deus...”

“Na esperança, nós já fomos salvos. Ver o que se espera já não é esperar: como se pode esperar o que já se vê? Mas, se esperamos o que não vemos, é na perseverança que o aguardamos.”

Os trechos retirados da carta de São Paulo aos Romanos nunca estiveram tão presentes em meus pensamentos. No ultimo final de semana me senti muito mal do estomago (gastroenterite) o que me levou a fazer muito mais do que uma simples visita ao médico, mas, uma viagem ao sofrimento humano causado pela dor, não a minha, que por sinal era a menor dentre as menores ali na sala de observação onde tomava meu soro. Em pouco mais de 1 hora presenciei cenas que vieram comigo e me fizeram refletir durante a noite, enquanto os medicamentos ainda não faziam o efeito ideal.

Ali pude acompanhar pessoas na mesma situação que a minha (um simples piriri... rs) e outras com limitações mais avançadas. Dentre elas uma senhora de idade bem avançada, acompanhada de uma moça mais jovem que aparentava ser sua filha, que permanecia a todo tempo ao seu lado, conversando sobre "n" casos que a faziam por alguns momentos esquecer-se da dor que seus longos anos de vida lhe trouxeram.

Mas dos casos que vi, o que mais me chamou a atenção era o de um senhor, que além de aparentar longos anos de vida também mostrava sinais de uma luta contra o câncer que segundo sua esposa já se arrastava há 4 anos. Ali puder ver inúmeros sentimentos misturados, numa relação de amor, carinho e gratidão, sua senhora já de aparência cansada pelos males que a doença trazia não só a seu marido, mas a toda a família que intercedia por ele (perceptível pelas várias ligações recebidas em seu celular no decorrer da noite). Zelosa, tratava de atentar-se aos detalhes, cobrindo-o, massageando seus pés (estimulando a circulação), sempre amorosa e de mãos dispostas, chamando-o sempre pelo intimo "Bem", ela orientava a enfermeira sobre qual a melhor veia, como quem já conhecesse bem aquela rotina, mas mesmo assim permanecia forte e inabalável.

Essa demonstração de tantos sentimentos juntos me fez pensar mil coisas, desde a doação que foi trocada entre eles em anos de matrimônio como a esperança de ve-lo melhor, sem a dor do sofrimento que parecia machucar não só a ele. Levou-me também a pensar em como Deus nos fortalece nestes momentos, pois sem ele seria humanamente impossível aquela senhora agüentar seu fardo, depois de anos de juventude e alegrias compartilhadas, ver seu companheiro naquela situação seria no mínimo uma autoflagelação.

E por estas e muitas outras situações encontradas em nosso cotidiano, é que me apego cada vez mais a Cristo Jesus, aquele que venceu a morte e nos faz forte a cada dia.

PS.: esse piriri rendeu hem...rs

Abs,
Rafa

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