domingo, 3 de abril de 2011

Discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35)


"Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalé. Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado. Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles. Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não o reconheceram. Perguntou-lhes, então: De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes? Um deles, chamado Cléofas, respondeu-lhe: És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias? Perguntou-lhes ele: Que foi? Disseram: A respeito de Jesus de Nazaré... Era um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo. Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que fosse ele quem havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam. É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol; e não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram. Jesus lhes disse: Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas! Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória? E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras. Aproximaram-se da aldeia para onde iam e ele fez como se quisesse passar adiante. Mas eles forçaram-no a parar: Fica conosco, já é tarde e já declina o dia. Entrou então com eles. Aconteceu que, estando sentado conjuntamente à mesa, ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho. Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram... mas ele desapareceu. Diziam então um para o outro: Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras? Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os Onze e os que com eles estavam. Todos diziam: O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão. Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão."

Reflexão:
Quantas vezes em nossa fraqueza humana sentimos a necessidade de clamar ao Senhor tua companhia, como filhos e filhas que precisam do colo do pai, como ovelhas perdidas que sentem a necessidade de serem guiadas por seu pastor, assim também somos todos nós, pecadores, que na peregrinação da vida somos por muitas vezes tentados pelos valores do mundo.
A passagem dos discípulos de Emaús nos mostra a necessidade do clamar a Deus nos momentos onde perdemos a esperança, perdemos o brilho de seguir a Cristo. A possibilidade de nos reconhecermos frágeis e pedir ao Cristo sua presença no meio de nós, nos remete a uma filiação ímpar “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando”.
Fica conosco Senhor, mesmo que por muitas vezes não saibamos reconhecer-vos pelo caminho.
Fica conosco Senhor, pois o anoitecer traz as sombras e tu sois Luz para nossos caminhos.
Por muitas vezes nos encontramos cansados pelo caminho, mas vós nos confortais na fração do pão.
Tu nos tornastes testemunhas de vossa ressurreição a cada encontro na Eucaristia, não havendo como negar sua existência no pão consagrado, sua força que nos é transmitida é tão certa como o ar que respiramos, tão certa como o amanhã que se levanta, tão certa como lhe falamos e vós nos escutais.

Abraços,
Rafa

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